As apurações indicam que o grupo se aproveitava da rotina hospitalar e de falhas internas para agir sem levantar suspeitas imediatas.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificou que os técnicos de enfermagem presos por matar pacientes no Hospital Anchieta, em Taguatinga, simulavam tentativas de socorro logo após ministrarem o medicamento que provocava as mortes.
Segundo os investigadores, após a aplicação da substância fatal, os suspeitos realizavam manobras de emergência para tentar disfarçar a autoria dos crimes.
Apesar do avanço das apurações, a polícia ainda não conseguiu esclarecer a motivação dos ex-técnicos suspeitos de provocar a morte de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em novembro e dezembro do ano passado.
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Três ex-técnicos — dois homens e uma mulher — foram presos. A investigação corre sob sigilo.
Segundo os investigadores, até o momento não há qualquer indício de que os crimes tenham sido cometidos a pedido de familiares das vítimas.
“O que podemos afirmar com segurança é que não se tratou de um pedido das famílias nem de uma decisão médica para abreviar sofrimento”, afirmou um investigador envolvido no caso. “A motivação ainda é desconhecida.”
Hipóteses em análise
Diante da brutalidade dos fatos e da ausência de uma explicação clara, a PCDF trabalha com múltiplas linhas investigativas.
Entre as hipóteses analisadas estão motivações financeiras indiretas, atuação em grupo organizado, comportamento psicopático, prática deliberada de violência gratuita e até a eventual existência de vínculos ideológicos ou simbólicos que possam ter influenciado as ações — possibilidades que ainda dependem de comprovação.
A polícia ressalta que nenhuma dessas linhas pode ser confirmada neste momento e que todas estão sendo tratadas com cautela.
Como os crimes teriam ocorrido
As apurações indicam que o grupo se aproveitava da rotina hospitalar e de falhas internas para agir sem levantar suspeitas imediatas.
Um dos técnicos, de 24 anos, teria utilizado indevidamente o sistema eletrônico do hospital, que estava logado na conta de um médico, para prescrever um medicamento incompatível com o quadro clínico das vítimas.
Via Metrópoles
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